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NOVA ETA
24 NOV 2017

Saae Atibaia prepara reinício das obras da nova estação de tratamento de água

Unidade ampliará a capacidade de tratamento de água na cidade

A Prefeitura da Estância de Atibaia e a Saae estão prestes a retomar as obras para a construção da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) do município, que irá quase dobrar a capacidade de tratamento de água na cidade e modernizar o sistema atual.

A nova ETA Central ficará na Praça Roberto Gomes Pedrosa (atrás da sede da Saae), terá dois módulos de tratamento e trabalhará com uma vazão de 700 litros por segundo, o que representa praticamente o dobro da capacidade de tratamento atual (de 400 l/s).

A obra conta com um investimento de mais de R$ 30 milhões e foi licitada no final de 2013. Em março de 2014, a Prefeitura e a Saae realizaram o lançamento da “pedra fundamental” da nova ETA, marcando o início simbólico das obras (com previsão de 24 meses de execução). No decorrer de 2014, já como parte do contrato firmado, houve a implantação da adutora de água bruta do Rio Atibaia, localizada na Avenida Terceiro Centenário, com extensão de 1,5 km de tubulações interligando a captação de água do rio com a área onde será instalada a nova ETA (sede da Saae).

 

No final de 2014, no entanto, o Estado de São Paulo enfrentou uma severa crise hídrica, que motivou a contratação de um estudo para análise da água do Rio Atibaia. O levantamento apontou que o longo período de estiagem gerou uma modificação na composição da água bruta do rio, condição que exigiu uma revisão de todo o projeto da nova ETA, interrompendo e atrasando as obras já iniciadas.

Segundo a Saae, foram necessárias adequações no projeto para atender à nova realidade apresentada no Rio Atibaia, o que também exigiu nova análise do agente técnico/financeiro do projeto, a Caixa Econômica Federal, antes de que as obras pudessem ser reiniciadas.

De acordo com a superintendente da Saae, Fabiane Santiago, a nova ETA Central ocupará a área onde hoje se encontra a praça atrás da Saae e, por isso, exigirá intervenções nesse espaço público. “O estacionamento que havia no local já foi desativado e também será necessário desativar a praça e a fonte. São ações imprescindíveis para a implantação de um equipamento que certamente beneficiará milhares de pessoas na cidade”, salientou.

Para a superintendente, a obra representa um grande avanço no sistema de tratamento de água em Atibaia, contribuindo para o desenvolvimento do município. “A nova ETA Central será uma das mais modernas do país e irá praticamente duplicar o volume de água tratada na cidade. É uma conquista sem precedentes no saneamento de Atibaia e que influenciará positivamente na qualidade de vida da população”, ressaltou.

Crise hídrica

No início de 2015, Atibaia chegou a decretar situação de emergência em virtude da crise hídrica que afetava todo o Estado de São Paulo. A exemplo dos municípios da região, Atibaia enfrentou um período de estiagem e, com o baixo índice de chuvas à época, o volume de água do Rio Atibaia – que abastece grande parte da cidade – diminuiu significativamente.

Na época, Atibaia entrou em estado de emergência e a Prefeitura publicou um decreto com objetivo de reforçar a campanha contra o desperdício de água no município, envolvendo toda a população, e também permitir ao governo tomar medidas rápidas e efetivas que evitassem o colapso do sistema público de abastecimento.

O decreto possibilitou, entre outras medidas, que a Saae se desdobrasse sobre a questão das variações da tonalidade da água. Apesar de manter a sua potabilidade (permanecendo consumível), durante o período de estiagem a água captada e distribuída na cidade passou por alterações em sua coloração – uma situação que preocupava a população.

A cor verificada era decorrente do aumento da concentração de ferro e manganês (elementos que já fazem parte da composição natural da água dos rios), em virtude da redução no volume de água no Rio Atibaia. “Estamos captando água do fundo da represa (reserva técnica), assim como vem acontecendo em todo o Sistema Cantareira”, esclareceu a Saae, à época, à imprensa e à população.

Conforme esclarece a Saae, a composição da água do Rio Atibaia se alterou durante a crise hídrica, não retornando, após o período de estiagem, à sua realidade anterior. A nova composição da água captada no município foi justamente o que exigiu as adequações no projeto da nova ETA Central, cujas obras estão prestes a serem reiniciadas.

 
 
 

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